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E eu não curto sonhar porque acordo cansada

Se seus sonhos estão mais bizarros que o normal, cheios de imagens sexuais, com animais que falam ou fantasmas do passado, os prováveis responsáveis são a progesterona que corre cada vez mais pelas suas veias e a ansiedade e a apreensão com a gravidez e com a perspectiva de se tornar mãe. 

Pois então, taí algo que não esperava.

Semana passada sonhei que eu minha vózinha de 80+ anos queria ir pra uma ilha no litoral do Rio de Janeiro cujo nome ela não lembrava. Eu peguei meu globo, achamos a ilha (pra quê Google Maps) e fomos pra lá num colchão que tinha um motor de lancha, mas voava.
Chegando na tal ilha, que era muito pequena, os colchões falharam e ficaram boiando. Minha vó colocou os pés pra dentro da água, ficou assim uns 5min e falou “Vamos embora?”, mas os colchões não funcionavam mais. Eis que no litoral do Rio, que tinha tipo uns 200m de extensão e era todo um rochedo, morava uma família dos Andes que nos auxiliou com um prato cheio de queijos quente. Estavam bem gostosos :)

Essa noite sonhei que tava terminando um protótipo ao lado do meu chefe/amigo Daniel, e ele não parava de me olhar com estranheza. Perguntei “Que foi?”, que ele respondeu “Tuas sombrancelhas tão horríveis, enormes”. Me olhei no espelho e minhas sombrancelhas pareciam duas taturanas, ou que alguém tinha colado muitos pentelhos no lugar delas. Elas eram grossas e caíam na vista, mas eu não tinha tempo pra arrumá-las e voltei ao trabalho.
Eis que Daniel resolve me segurar e, com uma tesoura, cortar minha sombrancelha à força. Fugi e fiquei boa parte da noite correndo dele, ensandecido querendo aparar minha sombrancelha.

Musiquinhas de semana

Essa semana tô mulherzinha.

Haim – Days are Gone

Eu tô completamente totalmente apaixonada por esse disquinho. Muito simpats.

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Lorde – Pure heroine

Uma amiga de Curitiba (oi Lê) uma vez colocou no Facebook um e-card daquele Some ecards dizendo “My spirit animal is a goth teenager”. Duvido seriamente da idade dela, mas esse disco é muito bacaninha.

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Tegan and Sara – So Jealous

Essas duas fofinhas. Amo Tegan and Sara. Quando tinha meu cabelo curtinho e era mto mto mto magrinha dizia que era a trigêmea perdida delas – só que heterossexual.

E por que não Tegan com Alkaline Trio, né? Sempre válido.

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Triplo G

Rolou uma discussão aqui em casa um dia desses, ao me olhar no espelho.

“Você acha que eu tô gorda? Ou grávida”
Minha barriga anda pontuda.

“Grávida né, amor”

“Mas tá tão cedo pra ter barriga. Acho que tô gorda”

“Ou podem ser gases”

Bingo. Hugo sempre muito sagaz. Entre gorda e grávida, tenho é gases.

Sobre descobrir que se está grávida

A coisa mais interessante (não vou começar esse texto com um “é engraçado” porque por mais contente que você fique, não tem nada de engraçado no susto que essa notícia causa) que aconteceu foi que automaticamente – e eu ju-ro, automaticamente – N preocupações vazaram da minha cabeça. E não só preocupações bobas, como “estou gorda” “fulano não fala mais comigo” “preciso treinar estou ficando mole”, mas também preocupações importantes como “preciso comer pois estou há 12 horas sem colocar nada na boca” e “preciso entregar o cronograma de entregas pra cliente X senão perderei trabalho”.

Como se além do meu corpo a minha cabeça já tivesse limpando espaço pra ser mãe.
Sempre pensei que, ao descobrir, meu primeiro pensamento seria “afe que gorda que eu vou ficar, fecha essa boca”. Mas não, foi exatamente: “preciso limpar o quartinho pra transformar num quarto de bebê”.

Hormônios, esses loucos.

Outra coisa interessante é que, no 1o dia que descobri, me senti muito sozinha. Muito. Eu sempre fui solitária, independente, até arredia – ou “antisocial e psicopatinha”, como meus amigos gostam de colocar às vezes. Mas a solidão era imensa, me senti desamparada. Por mais que o namorido/pai do bebê estivesse ao meu lado 24×7, me sentia vulnerável. Só chorava e não era pelo susto, era por “estar sozinha”. Fiquei caminhando no centro da cidade (chorando feito louca, veja bem), parando na frente dos prédios que eu morei e onde meus melhores amigos moraram e ficava chorando, a ponto de estranhos pararem pra perguntar se estava tudo bem.

No meio do meu rio de lágrimas lembrei que o Hugo adora meu bolo de cenoura, e a gente não tem forma furada. Parei de chorar, comprei uma forma, voltei a chorar. Ao chegar em casa vi que estava enganada – a gente já tinha uma forma.
Claro, voltei a chorar pelo dinheiro gasto em vão.

Mas logo depois essa sensação de vazio passou. E não só no momento que contamos aos pais, foi logo antes. Sou filha única, parei pra analisar meus amigos e quais deles a futura pessoa podia considerar como tios pela minha parte, e qual foi minha surpresa que ultrapassaram as duas mãos cheias (ai que cafona). Me senti bem.