O que a privação de sono não faz, né?

Há algumas semanas atrás eu tava esquisita.
Comecei a pensar muito na impermanência da vida e como o tempo é relativo e como tudo que a gente faz por aqui na verdade não importa muito porque, como a vida é impermanente, quando você se vai as suas coisas ficam e as outras pessoas ficam e tudo mais segue e que tudo já está traçado e a gente não tem muita escolha, como quando você tem um filho você deixa de ser protagonista da sua vida e vira coadjuvante da vida dele e etc etc etc etc – assim mesmo. Sem pontuações e sem muito sentido, num loop doentio que não me deixavam sossegada. Uma coisa meio Isaac Brock e sua linda linda 3rd Planet. Eu não comia direito. Tava funcionando no automático. Eu não dormia.

Passei duas noites em claro. A noite inteira. Nunca havia passado por isso na vida.
Eu passei a noite em claro. Veja bem, eu. Não meu filho de 4 meses, que dormia gostosinho e quietinho no seu bercinho quentinho.

Daí obviamente meu corpo não aguentou. Pedi que a minha mãe ficasse aqui na minha casa durante um dia. E dormi. Amigs, como dormi. Acordei só pra dar de mamar e comer. Dormi até ficar com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Hugo chegou do trabalho, comi de novo e dormi de novo, até as 8 da manhã do dia seguinte. Foi incrível.

Minha cabeça limpou, e limpou tanto que hoje não me lembro mais dos insights doidos que tive naquela semana esquisita. Que coisa.

Agora, tópicos mais leves!
Francisco fará 5 meses na sexta-feira e está cada vez mais serelepe. Agora aprendeu a fazer pum com a boca, é o máximo. Acho que é um treino pra algum fonema porque como esse menino tá falando! É “avvvv”, “affff”, “eerrrr”, “mããã”, o dia inteiro. Também já senta sem apoio, tá rolando, olhando pra câmera da babá eletrônica (e me assustando eventualmente), atendendo pelo nome, falando com a televisão. Uma coisa mais fofa que a outra. Se afina numa sacanagem e num elogio. É um amado esse menino.